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Data: 29/7/2010

Desigualdade regional na educação começa no acesso a recursos

Fonte: Gazeta do Povo

Chamado Um Olhar dentro das Escolas Primárias, o relatório da Unesco comparou dados de 11 Países em desenvolvimento - Brasil, Argentina, Chile, Uruguai, Paraguai, Peru, Tunísia, Malásia, Índia, Sri Lanka e Filipinas -, que praticamente universalizaram o acesso à educação primária. No caso do Brasil, até a 8ª.série do ensino fundamental. Por meio de entrevistas com alunos, professores e diretores, a Unesco traçou um perfil da situação das escolas em si, com foco em recursos que ajudam a melhorar a qualidade


O perfil que surgiu dos 11 países é, em mais de uma forma, semelhante. Há falta de professores, material didático, infra-estrutura geral. O Brasil se destaca em dois pontos: além da desigualdade de acesso aos recursos, tem a maior repetência escolar entre os 11 Países: 18,6% dos estudantes primários brasileiros repetem ano. O segundo colocado, Peru, tem apenas 8,8%. A média entre os 11 é de 6,3% de repetência.


A desigualdade de acesso a recursos é um dos pontos que o relatório chama a atenção para o País. Normalmente, quando a desigualdade de acesso entre as regiões passa dos 25%, autoridades nacionais e regionais precisam trabalhar juntas para melhorar a eqüidade, dizem os autores.


O perfil da educação brasileira traçado pelo estudo chama a atenção para as deficiências materiais, especialmente nas áreas rurais. Pelo menos a metade das crianças que estudam em escolas rurais estão em prédios em estado precário, diz o relatório. Nas cidades maiores, são 26% dos alunos. Mais da metade dos estudantes estão em escolas que não tem um kit de primeiros socorros, uma sala audiovisual, laboratório de ciências, microscópio, fax ou computador.


O estudo também mostra que o Brasil ainda tem uma carga horária baixa para os estudantes do primário, especialmente se comparado com Chile, Índia e Filipinas. Os chilenos - que têm os melhores resultados educacionais recentes na América do Sul - costumam ficar 1.257 horas por ano em sala de aula. Já os brasileiros, 869 em média. Mas, no topo, não passam de mil horas, quando no Chile se chega a 1,6 mil.


 


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