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Deputados lançam Frente Parlamentar para Modernização da Base de Alcântara

01 Mai 2017



Composta por 222 deputados foi lançada na última quarta-feira (26.04), na Câmara dos Deputados, a Frente Parlamentar para Modernização do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA/MA) com o objetivo de implementar projetos, valorizar e desenvolver o setor espacial no país.

O diretor de Política Espacial e Investimentos Estratégicos da Agência Espacial Brasileira (AEB), Petrônio Noronha, esteve presente à reunião e falou da atuação da Agência Espacial Brasileira (AEB) junto aos órgãos governamentais para fortalecer o Programa Espacial Brasileiro. “Não há programa espacial sem a presença do Estado. É preciso trabalhar com três pilares: ciência e tecnologia, desenvolvimento industrial e segurança nacional”, afirmou.

Programas espaciais tendem a promover a união com uma natureza transversal e os benefícios que eles trazem não levam em consideração a posição geográfica, cor, ideologia, religião ou condição econômica e podem ser mensurados de forma global. “Invariavelmente, tecnologias que beneficiam a agricultura beneficiam toda a sociedade, a navegação por satélite e as comunicações hoje tão comuns e disseminadas a todos os cidadãos”, revela Petrônio.

É importante lembrar que o Brasil já tem há tempos um sistema estabelecido — com a AEB no centro — para tratar das questões espaciais. “Temos o Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE), que visa atender a todo o elenco de potenciais benefícios para a sociedade aqui apresentados”, alega Noronha.

Segundo ele, os recursos aplicados no CLA foram priorizados pela AEB no PNAE. “Nos últimos oito anos a AEB investiu cerca de R$ 400 milhões, mas é necessário continuar investindo para que possamos desenvolver sistemas mais complexos e de maior capacidade”, disse. “Para a demanda presente, o nosso Centro está operacional graças à prioridade colocada dentro do PNAE pela AEB, e graças também à cooperação de longa data com o Comando da Aeronáutica, que é responsável pela condução das atividades no Centro”, acrescentou.

O diretor lembrou ainda que a estratégia nacional de defesa inspirou a criação do Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE), e que ela explicita a necessidade de uma coordenação com o PNAE e com a AEB. Essa coordenação de natureza civil é norma em todo o mundo sem que haja prejuízo no endereçamento das questões ligadas à área de defesa. “A Agência Espacial Europeia (ESA), por exemplo, coordena tanto em nível nacional como em coletivo, endereçando todas as necessidades científicas de aplicação operacionais e também as de defesa”, ressalta Petrônio.

Segundo o senador João Alberto (PMDB/MA), o Brasil enfrenta dificuldades no programa espacial, mas as condições do Centro de Alcântara atraem o interesse de investimentos dos países parceiros. Para ele, o Brasil precisa definir o papel do Centro de Lançamento e buscar contrapartidas favoráveis de outros países, especialmente na cobrança de transferência de tecnologia em troca do uso da base de Alcântara.

O Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão, opera há 34 anos, desde sua inauguração, em 1º de março de 1983. Segundo a Força Aérea Brasileira (FAB), a unidade já lançou 475 veículos ao espaço. O Centro também realiza atividades na área de administração, logística, pessoal, saúde, segurança, entre outras.

 

Fonte: AEB



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