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Desenvolvimento regional: Senado celebra os 50 anos da Suframa

13 Mar 2017



A capacidade da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) de combinar desenvolvimento regional e preservação de florestas foi destacada por senadores e convidados presentes à sessão especial do Plenário, nesta segunda-feira (6), em comemoração aos 50 anos da autarquia. Os parlamentares também ressaltaram os desafios que a superintendência enfrenta para manter a atratividade de investimentos na região.

Criada em 28 de fevereiro de 1967 e com atuação na Amazônia Ocidental (Acre, Amazonas, Rondônia e Roraima) e nos municípios de Macapá e Santana, no Amapá, a Suframa é hoje um parque industrial com mais de 460 empresas e faturamento em torno de R$75 bilhões.

— A Zona Franca de Manaus representa o mais bem-sucedido programa de estímulo à indústria sem agressão ao meio ambiente. Não é por outro motivo que se aprovou a extensão deste modelo econômico até o ano de 2073, mediante a promulgação da Emenda Constitucional 83, de 2014, cuja relatoria tive a honra de conduzir no âmbito do Senado Federal — afirmou o senador Eduardo Braga (PMDB-AM), na presidência da sessão.

O senador  destacou ainda que é preciso preservar os incentivos fiscais como forma de atrair as empresas para a região e gerar mais empregos. Ao mesmo tempo, esses incentivos também ajudam a preservar a floresta e o combate ao aquecimento global.

— Sem os incentivos é impossível avançar no combate ao aquecimento global — disse Braga.

Também os outros dois senadores pelo Amazonas, Vanessa Grazziotin (PCdoB) e Omar Aziz (PSD), ressaltaram a capacidade da Suframa de promover o desenvolvimento sem destruir a floresta, com base em um modelo de crescimento econômico orientado por práticas sustentáveis de produção.

— Os incentivos [direcionados à Zona Franca de Manaus] têm sido fundamentais não só para o desenvolvimento regional, mas principalmente para a preservação da floresta, sendo uma contribuição que a nossa Amazônia dá para o combate ao aquecimento global — disse Vanessa.

Competitividade

Na opinião de Omar Aziz, é preciso melhorar a infraestrutura e a logística na região, como reconhecimento às contribuições ambientais da Amazônia e como condição para aumentar a competitividade das indústrias lá instaladas.

— Nós somos sobreviventes, porque não temos infraestrutura, não temos logística e conseguimos viver 50 anos com a Zona Franca de Manaus. À isenção dada ao Amazonas, nós damos uma contrapartida que coloca o Brasil como exemplo de questões ambientais, pois preservamos 98% da nossa floresta — afirmou.

Para Valdir Raupp (PMDB-RO), o fortalecimento da Suframa também se reverte na redução das desigualdades regionais no Brasil.

— Em Rondônia, a Suframa sempre teve uma atuação relevante, principalmente nos projetos de piscicultura, na produção de leite, no comércio, na indústria e no apoio aos municípios com maquinários — relatou Raupp, ao lamentar o contingenciamento de recursos da autarquia nos últimos dez anos.

Também o senador Gladson Cameli (PP-AC) cobrou mais investimentos federais na região.

— A Zona Franca cumpre um papel fundamental para os estados da Região Norte. É um exemplo de progresso, de como gerar emprego e gerar renda — completou.

Biotecnologia

Ao falar aos senadores, Rebeca Martins Garcia, superintendente da Suframa, demonstrou otimismo na implantação de medidas para superar dificuldades decorrentes da crise econômica enfrentada pelo país.

— O objetivo é estimular o Polo Industrial de Manaus, para que possa superar os recordes alcançados em produção, faturamento e geração de empregos. Além disso, dar sustentação à diversificação da economia regional, estimulando a geração de emprego e renda em toda a área de atuação da Suframa, com base na matéria-prima regional — frisou.

Ao falar em nome da Assembleia Legislativa do Amazonas, a deputada Alessandra Campêlo (PMDB) apontou realizações promovidas pela Suframa, mas cobrou “o verdadeiro desenvolvimento da Região Amazônica”, baseado em uma política nacional de biotecnologia e voltado ao aproveitamento da biodiversidade da Amazônia.


Fonte: Agência Senado



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