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Mapas e carros: Engenheiro ambicioso provoca briga feroz entre Google e Uber

04 Mar 2017



Em 2013, Anthony Levandowski era a estrela do projeto de carros autônomos do Google. O engenheiro, alto e arrogante, foi apresentado em uma longa reportagem da revista New Yorker a respeito do desejo do motor de busca de transformar essa tecnologia impossível em realidade.

Menos de quatro anos depois, ele é o inimigo número 1 do Google.

Na quinta-feira, a Waymo, empresa formada pela Alphabet a partir do projeto de direção autônoma do Google, abriu um processo virulento acusando Levandowski de levar uma propriedade intelectual incrivelmente valiosa da Alphabet para sua empresa atual, o Uber Technologies.

A ação judicial da Waymo se baseia em uma série de supostas ações de Levandowski nos dias anteriores à sua saída da Alphabet, em janeiro de 2016. Pesquisas que realizou na internet, seus downloads e o acesso a um drive externo deixaram pegadas digitais. Ao serem descobertas, elas foram analisadas minuciosamente por seu antigo empregador -- que agora as menciona como peça central da ação judicial, uma rara reclamação de propriedade intelectual da Alphabet.

O caso também aprofunda uma rixa crescente entre as duas empresas, que estão se tornando grandes rivais em mapeamento, veículos autônomos e -- possivelmente -- no principal negócio do Uber, o transporte compartilhado.

No cento de tudo isso está Levandowski, com seus dois metros de altura.

O prodigioso engenheiro passou boa parte da carreira perseguindo o sonho de colocar carros robóticos nas ruas. Quando estava na Universidade da Califórnia em Berkeley, ele apresentou uma motocicleta autônoma no DARPA Grand Challenge 2004, um evento histórico de um campo incipiente.

Ele também criou a 510 Systems, uma empresa de robótica que está construindo lasers para veículos autônomos. A startup certa vez realizou uma peça publicitária com um carro autônomo de entrega de pizzas. Levandowski entrou no Google em 2007, trabalhando na unidade Street View, onde desempenhou um papel fundamental na construção do hardware de mapeamento para equipar os carros.

Após ser recrutado para o sigiloso projeto automotivo da empresa, ele continuou trabalhando na 510 Systems, segundo duas pessoas familiarizadas com a situação. O Google posteriormente adquiriu a startup para ampliar sua aposta na tecnologia de direção autônoma.

Anos mais tarde, a Waymo detalharia como Levandowski sigilosamente planejou sua próxima startup, a Otto, enquanto ainda trabalhava no Google. O Uber adquiriu a Otto em agosto por US$ 680 milhões.

Segundo a ação da Waymo, Levandowski instalou um "software especializado" em seu laptop corporativo, em dezembro de 2015, e o carregou com 14.000 arquivos confidenciais sobre a tecnologia lidar, vital para a direção autônoma. "Levandowski empreendeu um esforço extraordinário para atacar o servidor de design da Waymo e depois ocultar suas atividades", afirma a ação.

Em janeiro do ano passado, ele começou a contar a colegas da Alphabet seus planos de "replicar" sua tecnologia em uma empresa concorrente. A ação afirma que ele visitou a sede do Uber em São Francisco em 14 de janeiro de 2016 e que no dia seguinte criou uma empresa que se transformaria na Otto.

Menos de duas semanas depois, ele pediu demissão da Alphabet sem aviso prévio.

A ação judicial da Alphabet foi aberta após uma onda de saídas importantes de sua unidade automotiva, que ainda não produziu um serviço comercial apesar dos anos de trabalho.


Fonte: Bloomberg



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