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Opinião: Cartógrafo, a profissão do momento

03 Dez 2017



Javier de la Torre, da empresa CartoDB estudou os efeitos da mudança climática antes de começar a trabalhar com cartografia, e Andrew Hill tem um doutorado em ecologia e biologia evolutiva. Nenhuma dessas experiências é incomum entre os cartógrafos contemporâneos.

No início, os cartógrafos costumavam vir das fileiras da graduação em geografia, mas este campo de estudo sofreu um sério golpe em 1948, depois que o presidente da Universidade de Harward declarou que isso não era 'assunto universitário' e fechou as portas da instituição para o estudo de geografia. A Guerra Fria ajudou a manter o interesse nesse campo da ciência, mas 32 faculdade ou universidades nos Estados Unidos fecharam seus departamentos entre 1970 e 1976. Na década de 80, departamentos de geografia de prestígio, como os da Universidade de Michigan, Columbia e Chicago foram encerrados. Entre 1971 e 1988, o número de diplomas de graduação conferidos em geografia diminuiu um terço, para menos de 3.000, de acordo com o Centro Nacional de Estatísticas em Educação.

Com menos instituições para se estudar geografia, os cartógrafos tendem a vir das ciências onde a criação de mapas é uma habilidade necessária. Os últimos 10 anos, no entanto, viram um renascimento geográfico. A City University of New York começou a oferecer cursos de doutorado em 2005, e nos últimos 20 anos, 15 universidades abriram deparamentos de geografia. Michael Solem, diretor de pesquisa educacional e programas da Associação de Geógrafos Americanos disse que a geografia foi reconhecida como uma habilidade básica para a Ciência da Computação e para a Engenharia. O fato de que o Google e empresas de capital de risco investiram milhões na criação de mapas solidificou ainda mais o lugar da geografia  como um empreendimento acadêmico fundamental. Em 2013, 4.730 universitários americanos se formaram em geografia.

Embora Harward ainda não ofereça um curso de geografia, a instituição chegou perto, abrindo o Centro de Análises Geográficas em 2006. "A geografia é um campo muito diferente hoje", disse Lawrence Summers, o presidente da universidade à época, "e está cada vez mais no centro de uma gama de interesses intelectuais".

Alyssa Wright, vice-presidente da Mapzen, com sede em Manhattan, passou a trabalhar com cartografia depois de se graduar em antropologia e trabalhar com instalações de arte. Ela lembra de participar de uma conferência da Associação de Geógrafos Americanos, onde foi perguntado ao público: "Você se considera um geógrafo?"

"Demorou um minuto para perceber", "Hummm, acho que sim", disse ela.


Fonte: Crainsnewyork, com tradução da Opinião Cartográfica

 



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