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Universidade de Bremen é pioneira no mapeamento da poluição atmosférica

19 Mar 2017



A atmosfera terrestre é um sistema complicado que depende de vários factores. Os satélites de observação que orbitam à volta do planeta monitorizam constantemente o estado do ar que inalamos e o modo como é afectado pela poluição natural e pela de origem humana.

Uma missão essencial uma vez que, segundo dados recentes da Organização Mundial de Saúde, uma em cada oito mortes a nível mundial se deve à poluição do ar.

Os investigadores da Universidade de Bremen são pioneiros na medição da poluição atmosférica cruzando os dados obtidos no espaço e os valores colhidos em estações terrestres.

“Medições feitas no espaço são essenciais porque nos dão uma visão global, do geral até à escala local, que nos diz o que a meteorologia e a química atmosférica estão a fazer às nossas emissões.

O sistema de ventos move-se e a certa altura do ano a Europa está a ventilar para as regiões do Árctico. Do mesmo modo, nós recebemos na Europa, no Verão, poluição vinda da América. Temos de perceber a origem, os chamados fluxos de superfície, as emissões… também temos de perceber a química atmosférica e a física que permitem que a poluição se espalhe à volta do globo terrestre”, explica à euronews John Philip Burrows, Professor de Física da atmosfera e dos oceanos na Universidade de Bremen.

Para detectar cada uma das peças do puzzle químico que compõem a nossa atmosfera, os cientistas usam dados colhidos por espectrómetros, análises a aerossóis (pequenas partículas de um líquido ou sólido em suspensão no ar na forma de um gás) e medições por satélite, como as que nos chegam do programa Copernicus, da Agência Espacial Europeia, com recurso aos instrumentos orbitais GOME 1, GOME 2 e SCIAMACHY, mais as próximas missões Sentinel 4 e 5.

No observatório de Bremen, sobre o telhado da universidade, a luz solar é decomposta nas suas radiações básicas e analisada para encontrar vestígios de poluentes.

Justus Notholt, Professor de detecção remota na Universidade de Bremen, mostra à euronews algum do seu trabalho: “Pode dizer-se que cada molécula tem a sua impressão digital no espectro. A quantidade de informação é avassaladora. Estas linhas representam o dióxido de carbono (CO2), o CO2 na atmosfera absorvido pela luz solar.”

A Universidade tem uma carrinha que é uma estação móvel de medição. Contribui para detectar as pegadas de poluição e emissões industriais que afectam a qualidade do ar.

Metano e CO2 são os gases de estufa que guiam a alteração climática global e estão fortemente ligados à actividade humana, mas, para se ter uma ideia geral, é crucial distinguir entre poluição de origem humana e poluição natural, como a de vulcões, fogos de florestas e pastagens, entre outras.


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Fonte: Euronews



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